Dinossauros e o fim de uma Era

PODCAST : Dinossauros e o fim de uma Era
Tiranossauro Rex
Dinossauros – Tiranossauro Rex

Assim como H.G Wells em seu romance escrito em 1895, A Máquina do Tempo, proponho uma viagem ao mundo dos Dinossauros – que em grego significa “lagarto terrível” – mais especificamente para os últimos momentos desses seres que chegavam a 20 metros de altura.

Dinossauros
Dinossauros podiam chegar à 20metros de altura

Por volta de 66 milhões de anos atrás, um asteroide com dimensões gigantescas atinge o nosso planeta e varre esses temíveis seres da face da Terra, onde qualquer animal com dimensões superiores à de um cão, estaria fadado à morte.

Mas como isso aconteceu? Como um grupo animal que dominou a Terra por aproximadamente 167 milhões de anos desaparece como um estalar de dedos do Thanos?

Na verdade, não foi um estalar, mas uma longa noite que durou dois anos, pois a partir do momento do impacto, uma sequencia de eventos catastróficos, como uma cortina de fumaça por exemplo, tomou a atmosfera e impediu que o sol brilhasse, ou seja, sem luz e sem calor não existem plantas e sem plantas não há comida.

O Fim se Aproxima

A maioria dos animais eram herbívoros que comiam toneladas por dia e não tinham mais o que comer.

Predadores carnívoros, como o terrível Tiranossauro Rex, não tinham quem comer e toda uma cadeia alimentar se desintegra.

Tudo isso ocorre por causa de um asteroide com diâmetro de 10 a 15 km que atinge a península de Yucatan, no Golfo do México (Detalhe, tais asteroides podem chegar até 900 km de diâmetro).

Asteroides: Este filme do asteroide 2014 JO25 foi gerado usando dados de radar coletados pela antena deep space network de 70 metros de largura da NASA em Goldstone, Califórnia, em 19 de abril de 2017/Crédito: Wikimedia Commons

Um ponto importante e que deve ser lembrado, é que o nosso satélite amigo, a Lua, evitou muitos desses choques e carrega inúmeras cicatrizes, ou melhor crateras ,desses impactos, que podem variar sua visita em nossa atmosfera entre 500 mil à 10 milhões de anos.

Os asteroides se assemelham a bombas atômicas, só que cósmicas, isto é, são trilhões de toneladas de rochas viajando a uma velocidade que pode variar e chegar de 7200km/h, uma bola incandescente com uma temperatura de 19.500 graus Célsius.

A física explica: F=m.a, em outras palavras, massa vezes velocidade é igual a força, logo, o estrago este feito e uma cadência de eventos se inicia.

O Impacto

Em primeiro lugar, tudo que estava a um raio de 800 quilômetros por hora (km/h) do impacto morre assado vivo, as águas rasas do México evaporam instantaneamente e 333.000 quilômetros cúbicos (km³) da crosta terrestre explodem, sugando cada gota d’água da vegetação existente, e isso tudo, em apenas 5 segundos após o choque com a Terra.

Momento do Impacto: Crédito: <https://pt.erch2014.com/images/novosti-i-obshestvo/chiksulub-krater-na-poluostrove-yukatan-razmeri-proishozhdenie-istoriya-otkritiya_2.jpg> Acesso em 03. Nov. 2021

Uma onda de choque com a velocidade do som dissolve a pele e joga para o ar animais com 20 toneladas como se fossem simples bonecos.

Abalos sísmicos e vulcões são despertados. O asteroide se funde com o planeta.

Areia e rochas com tamanho de prédios são lançadas para cima, e uma chuva de fogo com 70 milhões de toneladas destroem tudo que veem pela frente a uma velocidade de 160 quilômetros por hora (km/h) a e até o momento, só se passaram 1 minuto e 48 segundos da colisão inicial.

O planeta está em choque, se passaram 44 minutos e terremotos, tsunamis com 90 metros de altura alcançam a Mongólia e a temperatura do globo chega aos 90 graus Celsius. ( ºC)

Uma nuvem de poeira e vidro se forma, tempestades de areia e sulfeto de hidrogênio poluem o ar, paralisando e sufocando as vítimas, era dado início a longa noite que durou 2 anos, onde 75% do que era vivo estava morto.

Era o fim dos dinossauros.

O Grande Fim dos Dinossauros

O que restou foi uma cratera que mede aproximadamente 180 quilômetros (km) de diâmetro, uma distância que pode ser comparada a viagem que parte da capital de São Paulo até a cidade de Piracicaba.

Em um mundo repleto de gigantes e répteis predadores, essa era a hora e a vez da minoria mamífera, frágeis criaturas, que até então, estavam fadadas a sombra emergirem para a dominância.

A ascensão dos mamíferos significa também a do homem dentro de uma escala de periodização.

Mas e se esse asteroide caísse hoje? O que aconteceria? Quem emergiria?

Os dinossauros dominaram o planeta por 167 milhões de anos e já se passaram 66 milhões desde a queda dos grandes lagartos.

A espécie humana já possui mais de 300 mil anos de existência e asteroides atingem a Terra entre 500 mil a 10 milhões de anos, algo que nos leva a questionar:

Quanto tempo ainda temos?

O que podemos fazer diferente antes que um grande mal assole a humanidade e a humanidade que existe em nós?

Para saber mais:

Youtube:

Série da BBC: Caminhando com Dinossauros

Chicxulub – cratera na península de Yucatán: Chicxulub – Chicxulub – cratera na península de Yucatán: dimensões, origem, história de descoberta (erch2014.com)

Tensão e mistério em Monstro do Pântano

Personagens carismáticos, clima soturno dos pântanos da Louisiana dão o tom de tensão e mistério na série.

Uma mistura de terror, gore e ótimos efeitos especiais em Monstro do Pântano

Monstro do Pântano – Crédito: Divulgação

Dc Comics lançou em sua plataforma de streaming Monstro do Pântano, uma série carregada de tensão e mistério e em menos de uma semana a série é cancelada. E pior, a série é boa!

Uma série que tinha tudo para dar certo. Seu episódio piloto é dirigido pelo diretor Len Wiseman ( conhecido pela franquia Anjos da Noite), roteiro de Gary Dauberman e produção de James Wan ( ambos da franquia Invocação do Mal).

Wiseman consegue capturar o clima soturno dos pântanos da Louisiana com uma fotografia carregada de tensão e mistério que dão o tom da série.

Terror e um pouco de Gore

Em Monstro do Pântano, entramos de cabeça no terror e no gore, com cenas de corpos destroçados e onde literalmente, cabeças vão rolar.

Abby e Alec como Monstro do Pântano
Abby e Alec como Montro do Pântano/ Crédito: Divulgação

Abby Arcane (Cristay Reed) e Andy Bean (Alec Holland) formam a dupla de protagonistas da série. Possuem carisma e química funciona entre ambos e são um dos pontos altos da série.

Falando em pontos altos, há uma sequência que ocorre no necrotério quando Abby e Alec estão examinando o corpo de uma das vítimas do vírus, que é de tirar o folego.

Os efeitos especiais são de tirar o chapéu, tudo isso sem CGI! Me fez lembrar o filme de John Carpenter de 1982, Enigma de Outro Mundo. (Quem não viu, veja, é um Clássico Cult de Terror).

Abby e Alec no necrotério-Monstro do Pântano
Abby e Alec no necrotério-Monstro do Pântano

Como havia dito antes, tinha tudo para dar certo. Personagens carismáticos, ótimos efeitos especiais, bom diretor, roteiro etc., no entanto, a série foi cancelada para a tristeza dos fãs.

Detalhe: Houve uma manifestação na internet dos fãs com um abaixo assinado contra o cancelamento da série. Um motivo a mais para vê-la.

Trailer:

Monstro do Pântano | Full Trailer | DC Universe | Original

Para saber mais:

Monstro do Pântano – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

História do Cinema – Primórdios – parte 1.

História do Cinema – Visionários

A história do cinema tem sua origem vinculada a pessoas visionárias e a invenção de um conjunto de aparatos técnicos, como por exemplo a fotografia e a celuloide, que possibilitaram seu surgimento.

Muitos o conhecem pela invenção da lâmpada elétrica incandescente, mas Thomas A. Edson, em 1890, já projetava filmes com o seu Cinetoscópio, o precursor do Cinematógrafo.

Cinetoscópio de Thomas A. Edson

O Cinematógrafo – grande parte do seu sucesso se deve ao fato de serem filhos de Antoine Lumiére, fotógrafo e dono da maior produtora de placas fotográficas da Europa e de serem comerciantes experientes.

História do cinema-cinematógrafo
Cinematógrafo dos irmãos Lumiére

Outro fator importante do sucesso do seu Cinematógrafo, deve-se ao seu design, peso e funcionalidade, já que filmava, copiava e projetava os filmes diferentemente o Cinetoscopio de Thomas A. Edson, que era mais pesada ( 500 quilos) e não era portátil.

Em 28 de Dezembro, no Grand Café, os Lumiére fazem a exibição pública e paga, ou seja, comercial do seu Cinematógrafo.

Ocorreu a exibição de 10 cenas curtas, incluindo a famosa “Sortie de L’usine Lumière à Lyon” ( Saída dos empregados da fábrica dos Lumiére em Lyon).

Foram 45 segundos de comoção e espanto. As pessoas saiam correndo achando que formas “espectrais” ganhavam vida.

“Sortie de L’usine Lumière à Lyon” ( Saída dos empregados da fábrica dos Lumiére em Lyon) 1895
Não importa onde o cinema vá, não podemos perder de vista suas origens.
Martin Scorsese
Diretor e produtor de Cinema
Cinema de Atrações

Os primeiros anos da história do cinema foram marcados por experimentações, filmava-se com a câmera parada cenas do cotidiano, cenas da natureza, eventos esportivos e gags ( piadas visuais). Personagens eram pouco elaboradas e com narrativas pouco ou nada desenvolvidas.

O interesse inicial era o de chamar a atenção. Os tipos de filmes desse período são: filmes de perseguição, cheios de correria e com personagens sem motivações profundas como dito anteriormente.

O Grande Roubo do Trem ( The Great Train Robbery) . Direção Edwin S Porter 1903

Esses primeiros anos foram primordiais para o cinema descobrir a sua linguagem narrativa, eram filmes despretensiosos que serviram de aprendizagem.

Georges Méliès

Um dos grande exemplos dessa fase é Georges Méliès, mágico profissional que foi o pioneiro a criar o gênero ficção cientifica, terror e suspense.

As suas habilidades como mágico foram imprescindíveis para a criação da técnica de trucagem, ou seja, os efeitos especiais. Para Méliés, era forma diferente de fazer mágica (a incrível nave espacial, a chegada a lua, os homenzinhos lunares).

Inspirado nas obras de Júlio Verne e H.G Wells criou um relato fantástico de levar a plateia a Lua e depois voltar.

Se os irmãos Lumiére foram os pioneiros em documentar a realidade, Méliès foi em nos tirar dela.

História do cinema: Georges Méliès Viagem à Lua
História do cinema: Viagem à Lua ( Le voyage dans la Lune)1902
Georges Méliès
Nickelodeons e as primeiras exibições

Entre 1902 e 1905 surgiram os Nickelodeons, (Nickel -moeda de 5¢ e Odeion do grego, que significa sala coberta)que seriam as primeiras salas de cinema primitiva. As pessoas se amontoavam ou mesmo ficavam em pé. Dessa maneira, cobrando uma entrada de cinco centavos os trabalhadores, mulheres e crianças podiam ter acesso.

nickelodeons - primeiras salas de cinema
Nickelodeons – primeiras salas de exibição

Antes quem tinha acesso aos filmes era a elite e alguns empresários da época compraram alguns projetores e projetavam filmes em lojas e armazéns adaptados. Foi nesse momento que o cinema começou a existir como uma indústria.

Aos poucos o cinema com uma linguagem narrativa definida ia ganhando forma. Após esse primeiro momento de experimentação, foi ganhando força e logo começou a atrair multidões que se espantavam e se divertiam ao mesmo tempo.

Na segunda parte veremos sobre o Cinema Mudo e alguns nomes como Chaplin, Keaton entre outros.

Por enquanto segue abaixo alguns filmes importantes desse período.

O grande assalto do trem (Edwin S. Porter 1903)

Viagem á Lua ( Georges Méliès 1902)

A execução de Maria Stuart (Alfred Clark 1895)

Chegada de um Comboio à Estação da Ciotat ( Irmãos Lumiére 1896 )

O Santo Graal

Santo Graal, um objeto sagrado que guarda segredos? O que é? Para que serve?

Santo Graal
O Santo Graal retratado em uma janela de vitrais na Catedral de Quimper/ Crédito: Wikimedia Commons/Thesupermat

A cristianização da lenda pagã céltica. Um mistério que permeia obras literárias, filmes, séries e todo um universo imagético que envolve Idade Média.

A lenda surgiu do conto do escritor francês do século II, chamado Chrétien de Troyes com inspiração celta, o texto relata as façanhas heroicas do mítico Rei Arthur e dos famosos cavaleiros da Távola Redonda.

Esta obra marca o início das novelas do ciclo arturiano e da demanda do Santo Graal.

Quem nunca ouviu falar da espada Excalibur, Rei Arthur, bruxa Morgana, Perceval e do bravo cavaleiro Lancelot?

Personagens que percorrem nosso imaginário e nos levam inclusive ao cinema para ver filmes como “Indiana Jones e a Última Cruzada.

Dentre esses personagens, destaca-se a figura de Perceval, um cavaleiro de coração puro e honrado, que após inúmeros testes e provações, chega ao encontro do famoso Graal.

A Conquista do Graal/Crédito: Wikimedia Commons/ e/ed/Galahad_grail.jpg

Santo Graal o que é?

Mas afinal, o que é o Santo Graal?

Para muitos é um objeto, uma relíquia relacionada ao próprio Cristo, o cálice usado na última ceia, ou seja, a primeira eucaristia, no qual pão e vinho, transformam-se no corpo e no sangue de Cristo.

Alguns autores, associam José de Arimatéia a lenda, onde ele teria coletado o sangue de Cristo na crucificação.

O poeta e cavaleiro alemão, Wolfram Von Eschenbach em sua obra Parzival, nos diz que o Santo Graal não é um cálice, mas sim uma pedra mágica – Lapis Exilis – uma pedra filosofal, capaz de transmutar qualquer metal considerado “inferior” em ouro e no caso da obra, uma pedra trazida do céu por pelos anjos – associada aos alquimistas da Idade Média – com poderes e símbolo da elevação da consciência.

Os muitos Graals

A confusão não para por aí, outros autores dizem ser um livro que continha os ensinamentos de Cristo.

Estudiosos afirmam que o Santo Graal não é um objeto e que de acordo com os evangelhos apócrifos – os que não foram mencionados na Bíblia – nele constaria a verdadeira descendia de Cristo, isto é, toda uma linhagem real.

Para aumentar ainda mais a controvérsia, inúmeras igrejas afirmam possuir o cálice sagrado, inclusive a de León, na Espanha, em que um grupo de cientistas garantem terem encontrado o verdadeiro Graal.

E você no que acredita? Quais das versões é realmente a verdadeira?

Elixir da vida, conhecimento universal, elevação da consciência ou cálice sagrado com poderes mágicos?

Em outras palavras, como Perceval, seguimos ainda sem respostas na demanda do Santo Graal.

Para saber mais:

Documentário History Channel Brasil : O Santo Graal: Em Busca do Tesouro Sagrado

Wikipidia : O Santo Graal e a Linhagem Sagrada – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

Era uma vez … Os Contos de Fada

PODCAST: Era uma vez… Os Contos de Fada – Música Incidental Medieva

Não precisa ser criança para se encantar com os contos de fada, é só ouvir o “Era uma vez” para nos transportarmos para um mundo repleto de elfos, fadas, ogros, reis e rainhas, dragões, bruxas e, é claro, príncipes e princesas.

Personagens como Chapeuzinho Vermelho, A Pequena Sereia, Cinderela, Branca de Neve entre outros começaram a borbulhar em nosso imaginário.

Contos de fada
Contos de Fada: Ilustração para o Conto a Bela e a Fera de Ferdinand Nigg/Crédito: Wikimedia Commons

Origens

O termo fada vem do latim Fatum, que significa destino ou fatalidade. Suas origens remontam a Idade Média, respectivamente ao povo celta, porém alguns contos como Cinderela possui uma origem ainda mais remota e alguns dão a autoria do conto ao grego Strabo no século I a.C.

Deu para perceber que as origens dos contos de fadas são realmente difusas, no entanto, o que podemos constatar é que desde que exista a linguagem, as civilizações contam e recontam histórias como nossos parentes mais distantes, seja na caverna de Lascaux – famosos pelas pinturas rupestres – na França ou sentados ao redor de uma fogueira.

Narrativas de morte, aventura, luta, magia e renascimento são inquietações que remontam milênios e que falam direto com o seu leitor.

Os contos de fadas evoluíram de história seculares , onde o personagem mais desajustado pode ter sua redenção. Existem fontes que nos levam a textos de origem oriental do século VII d. C, como por exemplo o da China em que começa assim:

Era uma vez…

“Era uma vez, na China, um homem que morava em uma caverna e que se casou com duas mulheres e que com cada uma delas teve uma filha. Um dia, uma das esposas morre.

A pequena órfã, Yen Xian é criada pela madrasta, a outra esposa, uma mulher má e invejosa que a odiava por ser mais bela e mais prendada que sua própria filha. Ye Xian começou a ser tratada como empregada e a ela cabiam sempre a piores tarefas e seu único amigo era um peixe dourado que vivia no lago perto de casa.

Para garantir que Ye Xian não conhecesse alegrias, certo dia ao saber da existência do peixe, resolve assá-lo. Inconsolável, Ye Xian pega os ossinhos do amigo que estavam enterrados debaixo de um monte de esterco (eca!) e os guarda, pois um feiticeiro a avisara que ele era mágico e atendia pedidos.

Chega o dia do Festival da Primavera, uma festa à qual iam todas as moças e rapazes da região. Ye Xian ficou animada para ir, porém foi proibida de ir com medo de que todos se apaixonassem por ela e ninguém olhasse para a sua filha. Desolada, a menina pede ajuda aos ossinhos e como em um passe de mágica, os restos mortais do amigo a cobrem com um maravilhoso vestido azul e um glamoroso manto de penas. Os minúsculos pezinhos de Ye Xian receberam os sapatinhos mais lindos vistos feitos de ouro”.

Se até agora ao ler pensou em Cinderela, não foi mera coincidência… Narrativas são recontadas com variações em diversas culturas ao redor do mundo e o final da história já da para imaginar e “eles viveram felizes para sempre”.

Contos de Fada para maiores

O que as pessoas não sabem é que inicialmente os contos de fadas não foram escritos para crianças, eram contados em reuniões sociais e os textos originais continham violência e eram bem indecentes como por exemplo, Chapeuzinho Vermelho, que em uma das versões medievais, antes de pular na cama com o lobo, faz um strip-tease.

Contos de Fada : Chapeuzinho Vermelho
Contos de Fada: Chapeuzinho Vermelho/ Crédito: Wikimedia Commons

Adultério, incesto, canibalismo e mortes hediondas recheavam às páginas na época. Histórias em que uma menina e sua avó são devoradas por um lobo? Uma jovem que é obrigada a passar a sua vida trancafiada em uma torre? Uma história não surge do nada, elas sempre irão refletir contextos sociais, ideias e pensamentos de um momento da sociedade.

Naquele período para ilustrar, crianças eram abandonadas nas florestas por seus pais por não terem condições de alimenta-las. Crianças perdidas nas florestas? Acertou quem pensou em João e Maria.

Por volta do século XVII, os contos de fada começam a ganhar contornos moralizantes com o francês Charles Perrault e a publicação da obra em 1697, “Histórias ou Contos do Tempo Passado com suas moralidades”, mais conhecida como “os Contos da Mamãe Gansa”, arquétipo da mulher do campo, contadora de histórias.  Importante lembrar que foi nesse século que as crianças passaram a ser vistas como crianças e não miniatura de adultos.

Os Irmãos Grimm e a ascensão dos contos

Por volta do século XIX, com Irmãos Grimm, os contos de fada foram suavizados, reunindo fábulas, contos populares e em 1812 publicam “Contos para a infância e para o lar” arrebatando gerações.

Temos que ressaltar o contexto dessa adaptação, a ascensão da classe burguesa, seus valores ideológicos embutidos e a propagação e manutenção desses valores para seus herdeiros.

É nesse momento que a literatura infantil ganha um público especifico com propósitos educativos. Há uma compartimentação do indivíduo, homens seguem para o trabalho, para o ambiente social e a mulher ganha o símbolo da “rainha do lar” sendo responsável pela organização, cuidados da casa, educação das crianças, o local onde o mundo mágico – conservador – ganha forma e sentidos para o público infantil.

A saga do herói

A jornada começa com uma personagem principal, um herói(heroína) que passa por muitos obstáculos até conseguir a sua autorrealização, seja ela amorosa ou não. A relação do bem versus o mal e a recompensa por ter se mantido no caminho do bem.

Nos contos de fada, o processo que o herói passa é da aprendizagem, por não se corromper e por se comportar bem tendo uma recompensa no final, como por exemplo em a Gata Borralheira, que sai da obscura pobreza e ascende socialmente casando com um príncipe.

Gata borralheira não combate o mal com mal, é bela e humilde, vive em um ambiente de injustiça e por suas virtudes recebe como recompensa o casamento (religiosidade) e ascensão social (casa com um príncipe).

Contraposição do bem e do mal, bravo guerreiro com seus feitos exaltados, o seu amadurecimento, obediência, a beleza, a voz doce, virtudes, luz própria, a passividade da figura feminina, inocência etc.

O famoso “Era uma vez” propõe espaço e tempo indeterminados, que é comum a todos os tempos, valores que não datados e quem os seguir terá a garantia do “felizes para sempre”.

Os contos de fada e a modernidade

Cinderela representa a história padrão de superação, uma metáfora de esperança de uma reviravolta na vida. Relato onde fracos e oprimidos se identificam. Gostamos de torcer para os fracos e para falar a verdade, quem nunca odiou as suas irmãs malvadas?

Os contos de fada, devidamente reescritos ainda vivem em nossa cultura popular, sejam na literatura ou mesmo no cinema e nutrem o imaginário infantil e adulto na contemporaneidade.

Moldam expectativas e transmitem valores de uma determinada época, releituras como “Branca de Neve e o Caçador”, “A Garota da Capa Vermelha” e o live-action de “A Bela e a Fera” ainda lotam cinemas.

Indo além do bem e do mal nietzschinao, todos nós temos uma pouco de princesa e rainha má que habitam dentro de nós, e quem nunca se deliciou com um conto de fadas que atire a primeira pedra.

Para saber mais: Os Irmãos Grimm

Irmãos Grimm – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

Teatro dos Contos de Fada ( Faeri Tale Theatre) – exibido na Tv Cultura na década de 80 no Brasil

Medusa

É uma das histórias mais conhecidas da mitologia grega, até mesmo para aquele que não é um ávido conhecedor de mitologias no geral, já deve ter ouvido falar sobre Medusa

Em algum momento se deparou com filmes como a saga Percy Jackson, ou até mesmo o blockbuster Fúria de Titãs, então já devem estar familiarizados com a imagem da horrível mulher com cabelos de serpentes, olhar petrificador e sabem dos perigos de confrontar a górgona, ou seja, vamos falar sobre a Medusa.

Grécia Antiga
Representação da Medusa pelo pintor Caravaggio/Crédito: Domínio Público

Se observamos todas as histórias em que Medusa faz parte há um fator comum, ela é vista sempre como uma vilã.

Existem inúmeras versões sobre a sua origem, poetas como Ésquilo, Hesíodo e Ovídio, já narraram sobre tal criatura.

Alguns dizem que ela fazia parte dos seres primordiais e que já nascera horrenda, porém existe uma versão, que por sinal é pouco conhecida, onde vemos Medusa não como vilã, mas sim como vítima.

A lenda

Para contar essa história, teremos que incluir outras divindades do Olimpo, como o tempestivo Poseidon, deus dos mares, Atena, deusa da sabedoria e das artes – filha de Zeus e sobrinha de Poseidon – e para finalizar, o semideus Perseu.

Medusa era filha das divindades marinhas, Forcis e Ceto e entre todos os irmãos, era a única mortal, e que de acordo com Hesíodo, era descrita como uma mulher linda, vaidosa, repleta de elegância e com um invejável cabelo.

Medusa vivia com suas outras irmãs no templo da deusa Atena (deusa a qual desde a infância, admirava e respeitava). Seu sonho era ser uma das sacerdotisas da deusa, onde a castidade era um dos fatores primordiais para continuar a exercer o sacerdócio, pois a própria Atena, que entre todas a divindades juntamente com a deusa Artemis, eram as únicas que não tinham “missões domésticas” e que se vangloriavam de suas respectivas castidades.

Entretanto, sua beleza, atraia os olhares de homens mortais e imortais, que iam ao templo não para orar e honrar a deusa e sim, para cortejar Medusa – que negava todas as investidas – a mesma, já havia sido orientada pela própria deusa Atena, que sua vaidade ainda lhe custaria caro.

Um de seus cortejadores era Poseidon, que já havia tido alguns desentendimentos com a sua sobrinha, sendo que esta peleja se deve ao fato de terem disputado para ver quem seria o padroeiro da cidade de Ática. Venceria, aquele que ofertasse o presente mais útil para a população

Atenas forneceu uma muda de oliveira, útil para a fabricação de azeita de oliva e Poseidon, uma fonte de água.

Como resultado, a cidade mudou de nome de Ática para Atenas, em outras palavras, pelo nome adotado, já sabemos quem saiu vitorioso.

A disputa entre Atena e Poseidon/Crédito: Wikimedia Commons

Medusa e seu destino

Poseidon, buscando se vingar contra Atena e cansado das negativas da sacerdotisa Medusa, então, em um ato de fúria e a força, a viola dentro do templo em frente da estátua da deusa.

A história de uma jovem que é obrigada a fazer o que não quer. Quem nunca ouviu uma? Continuemos…

Ouvindo os rumores do ocorrido, Atena que entre todas as sacerdotisas que ouvisse a história acreditaria, porém, vindo de Medusa não. Havia sido alertada sobre os males da vaidade.

A vítima e punida, Medusa e suas irmãs são expulsas do templo e obrigadas a solidão eterna.

Como castigo, é transformada em um horrível monstro com cabelos de víboras, pele de escamas, dentes de javali e para finalizar, todos que ousassem a olhar para ela, se transformariam em pedra.

A história de um monstro cruel, que transforma pessoas e animais em estátuas só com o olhar se espalha, guerreiro de vários lugares vão em busca de fama ousando enfrenta-la, então sua solidão eterna é perturbada.

Um novo olhar sobre Medusa

O semideus Perseu entra na história como aquele que conseguiu vencer a górgona. Na batalha contra Medusa sai vitorioso graças a ajuda de outros deuses. Hades, Hermes e é claro, Atena.

Hermes dá as suas sandálias aladas, Hades, um elmo que deixa invisível quem o usa e Atena, um escudo tão polido, que podia se ver o seu reflexo ao olhar para ele. Três presentes que foram definitivos para a sua vitória.

Perseu, guiado pelo reflexo no escudo, sem olhar diretamente para Medusa, derrota-a, cortando-lhe a cabeça.

Grécia Antiga
Pintura representando a decapitação de Medusa por Perseu/ Crédito: Domínio Público

Diz a lenda que medusa estava grávida e, que quando foi morta, o cavalo alado Pégaso e o gigante Crisaor, surgem de seu ventre.

Após a morte Medusa, Poseidon vai ao encontro da deusa Atena e lhe conta toda a verdade, logo ela, tão sábia e integra, sente-se culpada e se vê como mais uma divindade que desconta a sua fúria e frustração em uma pessoa inocente.

Atena recupera a cabeça de Medusa com Perseu e a coloca em seu escudo como lembrete de seu maior erro.

Imortalizada no escudo da deusa que adorava, Medusa ressurge como símbolo de proteção e que a sabedoria mais valiosa, é a humildade de admitir e aprender com os próprios erros.

A mitologia mais uma vez nos ensinando mais algumas lições, a de se livrar de preconceitos, falsos julgamentos e a maturidade de admitir um erro, verdades que podem nos livrar de situações catastróficas.

Para saber mais:

Café Filosófico : Medusa e Perseu – Imaginação e Maldição | Carlos Byington e Maria Helena Guerra – YouTube
A jornada do herói mais uma vez revela sua força no mito de Medusa e Perseu. Um tema hegemônico nas histórias mitológicas, embora cada vez contado com roupagens diferentes.

Wikipedia: Medusa – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

O que sabemos sobre Idade Média?

A Idade Média, ocupa um lugar de destaque no imaginário da população devido principalmente a literatura, as séries e aos filmes.

Ilustração da Idade Média – Divulgação

Batalhas, vestimentas, Joana D’arc, Rei Arthur, no entanto, além dos mitos que revestem este período, o que realmente sabemos sobre a Idade Média?

Se você acompanhou Game of Thrones, Vikings ou leu a Trilogia do Senhor dos Anéis e acha que sabe tudo sobre o período medieval, sinto dizer, mas não sabe não…

Idade das Trevas, isso mesmo?

Convencionalmente, até mesmo para facilitar os estudos, a historiografia tradicionalmente divide a história em Pré-História (termo que já é muito discutido, até porque seria como classificar o que aconteceu antes da escrita não histórico”), Antiguidade, Idade Média, Moderna e Contemporânea.

Os renascentistas dos séculos XV e XVI, viam o período anterior, a Idade Média, como “Idade das Trevas”, perspectiva que se popularizou, porém estavam falando sobre a escuridão das mentes, negando o pensamento anterior em que baseavam todas as explicações do mundo na religiosidade, pois estes, utilizavam a razão e a ciência para explicar fenômenos, antes não explicados.

Essa concepção de escuridão, trevas e arcaico está tão enraizado culturalmente que até para se criticar alguém é só o chamar de medieval, ou até mesmo “bárbaro”, ou seja selvagem, outro termo que com o tempo também se perpetuou vinculado a Idade Média, principalmente quando falamos sobre as invasões germânicas durante o Império Romano.

Para se ter ideia, a palavra bárbaro ou Βάρβαρος, palavra de origem grega, significa ‘não grego’, estrangeiro, aquele que não era grego ou qualquer um que tivesse a língua materna diferente da grega.   

Idade Média -Clérigo, Cavaleiro e Operário representando as três classes/ Crédito: Wimedia Commons

O longo dez séculos

Se olharmos com uma maior profundidade um período que durou mais de dez séculos, com certeza a partir de agora veremos com outros olhos, mesmo porque, tais designações como período moderno, medieval, antigo estão vinculadas a pensadores e a uma historiografia do século XIX que cunhara termos como “raça” por exemplo, para justificar a superioridade na empreitada neocolonialista europeia sobre os povos da Ásia e da África, logo é melhor rever certos conceitos.

Como o mundo estava dividido?

As linhas que demarcava países ainda não estavam definidas.

O mundo estava fragmentado entre condados, ducados e as invasões de outros povos eram constantes que iam de povos eslavos a germânicos, mongóis, turcos otomanos etc.

Um dos primeiros a se unificar foi Portugal, que em breve chegaria à terra do pau-brasil ( vulgo Brasil ) com o expansionismo marítimo, graças as construções navais e técnicas náuticas, tais como a bússola, mapas e astrolábio desenvolvidos no medievo.

Os Medievos

A expectativa de vida não era das mais altas, inclusive pela falta de saneamento básico que ocasionavam doenças, mas o paradigma de que chegar aos 40 anos de idade era luxo foi quebrado em 2018.

Estudos realizados por arqueólogos da Australian National University, comprovam que homens e mulheres podiam chegar aos 75 anos de idade, para isso, foram analisados cemitérios que datam entre 475 e 625 d.C e o critério usado para análise foram os desgastes das arcadas dentárias em comparação com outras populações com mesmos hábitos alimentares do período.

O saber estava concentrado nos monastérios com os monges copistas, mulheres não podiam cursar universidades, estavam limitadas a manter a casa e a gerar novos rebentos.

Os nobres cavaleiros feudais, cantados em trovas e prosas, não eram tão nobres assim, não era incomum que saqueassem vilarejos e que assassinassem inocentes.

trabalhadores da Idade Média
Camponeses durante o trabalho/Credito: Wikimedia Commons

Foram séculos de vassalagem de um momento marcado por inúmeros contrates sociais profundos, enquanto alguns poucos vivem em castelos luxuosos, outros acordavam cedo, por volta das cinco horas da manhã para irem as colheitas de trigo e lidar com a horta e com as galinhas, sendo que este dia se repete diariamente.

A labuta só acaba com o soar dos sinos da igreja que ecoa onde o temor é grande e rezam por suas almas temendo com a mesma intensidade Deus e o Diabo.

Novo olhares sobre a Idade Média

Estão assustados? Sem querer cometer anacronismos, no entanto contrastes sociais e acordar cedo, não são exclusividades medievais.

O que as pessoas não sabem é que foi um período em que muitos utensílios que usamos até hoje foram inventados também, como por exemplo: o moinho de vento, relógio mecânico, chaminé, óculos, a calça comprida, carrinho de mão e o espelho para se olhar todas as manhãs.

E tem mais, as universidades, os bancos, a luneta, a arte gótica, letra cursiva e é logico, as festas religiosas cristãs e é claro o nosso adorado carnaval, são componentes originários ou difundidos nesse período também.

Renascimento, Protestantismo são movimentos que germinaram na Idade Média, sendo o primeiro que recorre aos modelos culturais clássicos e o segundo como uma nova forma de encarar o pensamento cristão, ideais presentes até os nossos dias.

Moinhos de Vento
Moinhos de vento/Julia_Henze/Getty Images

Essa você não sabia…

O famoso cumprimento com a mão direita para selar um acordo é um gesto usado desde a era medieval como símbolo de paz social que significava que não estava armado.

Acredito que não sabia que na Idade Média já se jogava futebol?

A bola era feita de bexiga de porco e podia-se usar um número ilimitado de jogadores e que foi proibida de acordo com relatos.

Motivo? Morte de alguns jogadores durante a partida, pois naquele momento, não havia regras.

Mas afinal o que é ser medieval?

Somos reflexos de todos os avanços ocorridos ao longo da humanidade, seja a passos largos ou pequenos e, no entanto, se paramos para pensar, ainda carregamos sementes medievais em nosso cotidiano, seja nos utensílios, no aspecto social, religioso ou político, ou seja, logo somos contemporaneamente medievais.

Para saber mais :

Documentário History Chanel : A vida na Idade Média

Aventuras na História : Aventuras na História · Sobre Idade Média (uol.com.br) Superinteressante : Grandes invenções da Idade Média | Super (abril.com.br)

KILLING EVE – O MONSTRO QUE HABITA EM NÓS

Killing Eve desconstrói mitos, humaniza e desnuda personagens com diálogos inteligentes e personagens carismáticos
Killing Eve
ROBERT VIGLASY/BBC AMERICA/ DIVULAÇÃO

Criada por Phoebe Waller-Bridges ( Fleabag), Killing Eve ao longo de 3 temporadas, vem conquistando fãs e inúmeros prêmios.

Inspirada no livro Codinome Villanelle, Killing Eve escapa do estereótipo do masculin0 no ofício investigativo ao colocar duas protagonistas femininas, forte, livre dos clichês de músculos, tiros e habilidades sobre-humanas.

A primeira vista seria uma série de detetive, uma caçada à la gato e rato entre a investigadora Eve Polastri ( Sandra Oh) e a assassina Villanelle (Jodie Comer).

Eve vive uma vida comum, com um trabalho burocrático, enfadonho, até que um dia descobre a conexão entre uma série de assassinatos que todos diziam serem praticados por um homem, não por uma mulher.

Uma obsessão mútua nasce entre Eve e Villanelle.

Uma atração psicológica ambígua, alimentada por diálogos inteligentes do ácido humor britânico e pelo volume máximo de tensão com contornos sexuais.

Desconstruindo Eve

OBSESSÃO – Sandra Oh e Jodie Comer – Uma atração psicológica e perigosa – Foto: Divulgação

De forma literal, killing significa “matar, assassinato”, porém, como adjetivo significa “irresistível”.

É com esses dois termos que vemos a desconstrução que Eve ao longo das temporadas, uma personagem que mesmo tendo um emprego estável, amigos e um marido bonitão, vive o antagonismo da mulher moderna, empoderada, ou seja, é o bastante, ou há o desejo do algo mais?

Focada, resiliente e com a moral acima de qualquer suspeita, essa é a Eve.

Por outro lado, temos Villanelle, uma assassina sedutora, materialista e sem empatia que odiamos amar pelo grau de humanidade que dá a personagem.

Quando esses dois universos se encontram há um choque de realidade?

” Acho que o meu monstro encoraja o seu monstro, certo? Acho que todos temos monstros dentro de nós”

Killing Eve – Dupla Obsessão – Foto – Divulgação
Killing Eve

Nesta terceira temporada de Killing Eve, temos acesso a mais camadas dessas personagens, ora fragilizadas, ora fortes e conseguem aprofundar mais em Villanelle e suas origens e em Carolyn e seu relacionamento com a sua filha.

Mulheres inseridas em um mundo masculino, numa vida enfadonha, desajustadas com emoções complexas e com dores internalizadas.

Junta-se a dupla Carolyn ( Fiona Shaw), chefe do MI6 – Serviço da Inteligência Britânica – fria e introspectiva que internaliza tudo e todos.

Em um dos momentos ápices dessa temporada, as personagens são levadas a enfrentar o passado para achar respostas para o futuro.

Temos a capacidade de mudar? Até que ponto somos influenciáveis?

Ou como uma das protagonistas diz ” Acho que o meu monstro encoraja o seu monstro, certo? Acho que todos temos monstros dentro de nós”.

Definitivamente é uma trama repleta de personagens ambíguas, feminina sem feminismo e com ótimas atuações.

Com 3 temporadas, cada temporada com 8 episódios, ou seja, curta e ótima para maratonar e ficar em dia para a última temporada em 2022.

Portanto, uma série indicada para os querem sair dos maneirismos.

KILLING EVE Official Trailer (HD) Sandra Oh, Jodie Comer Thriller BBC Series

Ligações externas

IMDB : Killing Eve: Dupla Obsessão (Série TV 2018-2022) – IMDb