ERA UMA VEZ NO OESTE- 7º ARTE E CHUMBO TROCADO

Era uma vez no Oeste
Era uma vez no Oeste – Cartaz

Era uma vez no Oeste é uma aula de cinema e muito chumbo trocado. São inúmeros os motivos que fazem com que esse filme esteja no Hall dos clássicos do cinema. Esta na lista dos 100 melhores filmes de todos os tempos e de todas as pessoas amantes da 7º Arte.

Um filme que até hoje serve de referência para outros diretores e muitas vezes imitado e homenageado. Para quem assiste os filmes de Tarantino irá verificar inúmeras referências em suas obras.

Após a Trilogia de filmes com Clint Eastwood, a chamada trilogia dos dólares, Sergio Leone estava cansado de só fazer western spaghetti, estava em busca de outros gêneros, entretanto, o estúdio queria que fizesse mais um que no entanto tornou-se sua obra-prima Era uma vez no Oeste.

Prólogo

Era Uma Vez no Oeste
Era uma vez no Oeste: Bandidos não sabem o que os espera-Harmônica

Em Era uma Vez no Oeste, nosso ponto de partida é uma estação de trem e três homens a espera de algo ou alguém. Calmos, mas há uma tensão no ar. Barulho do telégrafo, pisar de botas, água no chapéu, som da mosca, trem chegando, armas engatilhadas e olhos inquietantes.

Surge Charles Bronson que toca sua gaita de boca como prenúncio de morte, aliás, ironicamente a personagem se chama Harmônica.

Prefácio

Charles Bronson vive o enigmático Harmônica

Inegavelmente o design de som é algo a parte a ser mencionado, como dito anteriormente, cada barulho, pisar de botas, a água…tudo orquestrado de forma magistral.

Como um maestro que conduz a sua orquestra, Leone orquestra cada mínimo detalhe em cena. Não é um western como os outros, isto é, não espere um “bangue-bangue” cheio de ação, mas sim um filme lento, subjetivo e existencialista com personagens que carregam segredos e uma sede de vingança.

Epílogo

Era uma vez no Oeste: Claudia Cardinale nas mãos do bandido Frank

Outro ponto é o elenco peso pesado encabeçado por Henry Fonda, vivendo o bandido Frank, Claudia Cardinale no auge de sua beleza vivendo a ex-prostituta que atrapalha os planos de Frank, seguido por Jason Robards e não menos importante, Charles Bronson no papel do memorável Harmônica.

FICHA TÉCNICA

Nome Original: Once Upon a Time in The West Ano:1968
Direção: Sergio Leone Elenco: Henry Fonda, Charles Bronson, Jason Robards, Claudia Cardinale
Roteirista: Sergio Donati, Sergio Leoni, Dario Argento e Bernardo Bertolucci. Cinematografia: Tonino Delli Colli
Edição: Nino Baragli Trilha Sonora: Ennio Morricone

TRAILER ORIGINAL DO FILME

Era uma vez no Oeste

Veja também: http://www.odapoltrona.com.br/2019/10/tres-homens-em-conflito/

Tensão e mistério em Monstro do Pântano

Personagens carismáticos, clima soturno dos pântanos da Louisiana dão o tom de tensão e mistério na série.

Tensão e mistério em Monstro do Pântano

Dc Comics lançou em sua plataforma de streaming Monstro do Pântano, uma série carregada de tensão e mistério e em menos de uma semana a série é cancelada. E pior, a série é boa!

Monstro do Pântano tinha tudo para dar certo. Seu episódio piloto é dirigido pelo diretor Len Wiseman ( conhecido pela franquia Anjos da Noite), roteiro de Gary Dauberman e produção de James Wan ( ambos da franquia Invocação do Mal). Wiseman consegue capturar o clima soturno dos pântanos da Louisiana com uma fotografia carregada de tensão e mistério que dão o tom da série.

Em Monstro do Pântano entramos de cabeça no terror e no gore com cenas de corpos destroçados onde literalmente cabeças vão rolar.

Abby e Alec como Monstro do Pântano
Abby e Alec como Montro do Pântano

Abby Arcane (Cristay Reed) e Andy Bean (Alec Holland) formam a dupla de protagonistas da série. Possuem carisma e química funciona entre ambos e são um dos pontos altos da série.

Falando em pontos altos , há um sequência que ocorre no necrotério quando Abby e Alec estão examinando o corpo de uma das vítimas do vírus, que é de tirar o folego. Os efeitos especiais são de tirar o chapéu, tudo isso sem CGI! Me fez lembrar o filme de John Carpenter de 1982, Enigma de Outro Mundo. ( Quem não viu, veja, é um Clássico Cult de Terror).

Abby e Alec no necrotério-Monstro do Pântano
Abby e Alec no necrotério-Monstro do Pântano

Como havia dito antes, tinha tudo para dar certo. Personagens carismáticos, ótimos efeitos especiais, bom diretor, roteiro etc., mas a série foi cancelada para a tristeza dos fãs.

Detalhe: Houve uma manifestação na internet dos fãs com um abaixo assinado contra o cancelamento da série. Um motivo a mais para vê-la.

Monstro do Pântano | Full Trailer | DC Universe | Original

Clímax: O Cinema Visceral de Gaspar Noé

Climax é antes de tudo um terror social, cheio de originalidade sobre o fio da navalha que permeia as inúmeras facetas das relações humanas.

O homem em sua essência primitiva e visceral

Em Clímax de Gaspar Nóe, como em seus outros filmes, Irreversível, Viagem Alucinante e Sozinho contra Todos, polemiza com cenas chocantes, regadas de violência, sexo, vingança e comprova mais uma vez que o tempo destrói tudo. Vemos a perda da capacidade de racionalização e digestão da realidade coletiva.

Temos a premissa de quem em meados dos anos 90, um grupo de jovens bailarinos se reúnem em um internato, localizado em algum lugar remoto no meio da floresta para realizarem um último ensaio.

Clímax de Gaspar Noé
Clímax: paranoia e psicose

O pré requisito para sua formação de casting foi a dança, não atores profissionais. Escolheu grande parte de seu elenco em boates ao redor da França. As sequências de dança são espetaculares, filmadas de vários ângulos e perspectivas incríveis.

Logo após, realizam uma festa de comemoração, percebem que foram drogados quando notam estar agindo de forma estranha e uma loucura toma conta deles. Embebidos de paranoia e psicose, sem saber quem, quando e o por quê promovem sua descida individual e coletiva ao inferno.

Não é um filme sobre drogas

Clímax de Gaspar Noé
Clímax: Visceralidade Coletiva

Não é um filme sobre drogas e nem sobre os que as mesmas podem causar, mas sim sobre a perda de parâmetros sociais , o homem em sua essência primitiva e visceral.

A cena inicial das entrevistas nos permite ter referências pessoais e antagônicas das personagens que no decorrer do filme se contradizem –   os livros, filmes que cercam a Tv nos permitem ver indícios do que está por vir. (referências pessoais do diretor ao nos preparar para algo indigesto)

Clímax de Gaspar Noé
Clímax: Somos capazes de viver coletivamente

Com sua câmera que vira de cabeça para baixo nossa noção de realidade (se é que existe uma). Clímax, com suas cores surreais, cada cor nos remete a uma experiência sensorial que dialoga com a experiência sensorial de cada umas de suas personagens. Não temos uma personagem principal, temos uma experiência intima de um processo catártico emergente coletivo .

Em Clímax, somos envolvidos por um plano sequência onde a câmera segue os atores recheado de hits dos anos 80 e 70 e passivamente somos inseridos em um processo catártico de violência, sexo e perda da civilidade.

Clímax de Gaspar Noé
Címax: Selva em seus inferno particular

Climax é uma experiência recheada intrigas e conflitos do limite entre o eu o outro e de forma desconfortável nos faz engolir goela abaixo a pergunta: Somos capazes de viver coletivamente? Ou só nos moldamos no que é socialmente aceitável???,

Climax é antes de tudo um terror social, cheio de originalidade sobre o fio da navalha que permeia as inúmeras facetas das relações humanas, a nossa capacidade de convívio em um ambiente inóspito, perturbador, competitivo e a inerente decadência.